| O presidente da Câmara de Alvaiázere, Paulo Morgado, e os presidentes de Junta de Freguesia, entregaram ontem, ao governador civil, um abaixo-assinado com 4800 assinaturas, exigindo a construção de dois nós de ligação ao IC3, via que fará a ligação entre Tomar e Coimbra. No dossiê entregue a Paiva de Carvalho, o número de assinaturas (4800) representa mais de 50 por cento da população residente do concelho (oito mil habitantes), que pretendem ter melhores acessos, com a construção do IC3, e que irá permitir desencravar o concelho em termos de acessibilidades. O traçado definido pelo Governo contempla a construção de apenas um nó a Norte do concelho, apesar de alguns efeitos negativos identificados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA). A solução não agrada à população do concelho, que pretende a construção de mais dois nós mais centrais, para um melhor acesso às estradas nacionais 110, 356, 348 e 350. Como segunda alternativa, e que segundo autarca de Alvaiázere, Paulo Morgado, seria a solução mais vantajosa, passaria pela construção dos tais dois nós mais centrais, uma na localidade de Arega e o outro em Maçãs de D. Maria. “Se o Governo optar pela primeira solução, que prevê a construção de apenas um nó, a população está na disposição de tomar medidas mais drásticas porque como toda a gente sabe, Alvaiázere é um território que está encravado em termos de acessibilidades e o IC3 é uma via estruturante, que nos permitirá ter melhores acessos, nomeadamente à sede do distrito”, defende Paulo Morgado, presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere. O autarca diz acreditar numa solução de consenso que irá ao encontro da reclamação da população, tendo conseguido demover alguns populares de cortar as estradas naquela zona no próximo dia 13 de Maio. Outras formas de luta Se a reivindicação não ficar resolvida pela via do diálogo, Paulo Morgado admite estar ao lado da população e participar em acções reivindicativas que eventualmente possam vir a ser decididas. “Gosto de resolver os problemas pela via do diálogo e de forma discreta, mas estou na disposição de apoiar a população, que legitimamente luta pelos seus interesses, caso não atendam à nossa reivindicação”, avisa o autarca, lembrando que o que está em causa não são razões de ordem política, uma vez que o protesto da população foi aprovado por unanimidade pelo Executivo camarário e pela Assembleia Municipal. O autarca lamenta que a última medida tenha sido o recurso ao abaixo-assinado, quando o assunto começou a ser discutido e analisado há dois anos com o ex-governador civil e actual secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros. Mas, como o assunto se arrastou no tempo e depois de vários contactos com a Agência Portuguesa do Ambiente e com o secretário de Estado das Obras Públicas, o abaixo-assinado foi a última ‘demarche’ para uma eventual resolução do problema, por estarem a terminar os prazos para a adjudicação da obra. |